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Se você soubesse que brincar com fósforos poderia causar a destruição de 153 km2, 21 casas e matar ao menos sete pessoas, você ainda assim brincaria? Acho que não. Foi assim que começou um dos incêndios mais devastadores da Califórnia, em outubro de 2007. Um menino de dez anos admitiu ter iniciado o incêndio quando brincava de pôr fogo em uma escova no quintal de casa*. Uma ação tão pequena e “inocente” que tomou proporções gigantes e teve consequências irreparáveis.

É assim que Tiago nos alerta sobre o perigo da língua. “A língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade… contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno” (Tiago 3.5-6).

Forte, não? “Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e tem sido domada pela espécie humana; a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero” (Tiago 3.7-8).

Como pode um músculo tão pequeno causar tanto mal? Na verdade a língua é uma faca de dois gumes: “Com a língua bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus… meus irmãos, não pode ser assim!” (Tiago 3.9-10).

Mesmo depois de sermos renovados por Deus, percebemos que o pecado continua habitando em nós. Há uma mistura de corrupção em cada coisa que fazemos pois a velha natureza ainda está lá, convivendo com a nova. Veja o desabafo do apóstolo Paulo em Romanos 7.19-20: “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim”.

Por isso que Domínio Próprio é um fruto do Espírito (Gálatas 5.22-23). Devemos submeter a nossa língua à Deus e pedir ajuda a Ele para controlá-la. “Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta de meus lábios” (Davi, Salmo 141).

“A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto” (Provérbios 18.21).

*Fonte: G1