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A Chapada da Diamantina é um oásis no meio do sertão baiano. É uma região grande com diversos atrativos naturais como cachoeiras, poços, grutas, cavernas, morros, rios entre outros. Vamos conhecer apenas o básico nos três dias que passaremos aqui.

Geralmente os passeios são feitos com guias locais. Em Lençóis tem diversas agências que promovem esses passeios, incluindo a Venturas & Aventuras, onde nossa amiga Aline trabalha.
Morro do Pai Inácio
Decidimos explorar alguns pontos turísticos por conta própria. É mais difícil pois alguns deles não têm sinalização. É o caso do Morro do Pai Inácio, principal símbolo da Chapada da Diamantina. É possível vê-lo da estrada, subir de carro até certo ponto e depois continuar a pé por mais 400 m. Apesar da subida íngrime, a trilha é fácil e o visual lá em cima é de tirar o fôlego – vista de 360º de toda a Chapada da Diamantina. Lindo demais!
Nenhuma foto NUNCA vai transmitir a sensação e o sentimento de estar ali no topo, mas eu vou colocar algumas fotos no blog mesmo assim. Dica: é bom levar um agasalho pois venta muito! Dizem que o pôr-do-sol visto de cima do morro é bonito. Se der tempo vamos tentar ver o pôr-do-sol de lá amanhã.

Pratinha
Depois fomos à Pratinha, uma gruta onde o rio submerso Pratinha aparece na superfície. Por causa da presença de calcário e magnésio no fundo da gruta, as águas se tornam cristalinas. A visibilidade é de 60 m e a temperatura da água é de 24ºC o ano todo.
Poucos metros depois o rio forma uma “lagoa” onde é possível mergulhar ou saltar da tirolesa.

Na Pratinha tem um restaurante que serve comida a kilo (como dizem por aqui).

O acesso à fazenda da Pratinha é feito de carro e é cobrada uma taxa de R$ 10,00 por pessoa (preço de agosto/09).

Gruta Azul
A poucos metros da Pratinha tem a Gruta Azul. Em um determinado período do dia (mais ou menos entre 14:30 e 15:30h) a luz do sol penetra pela abertura da gruta e incide sobre a água criando um efeito lindo. A água é tão cristalina que parece que os peixes estão voando ao invés de nadando.

Torrinha

Depois da gruta fomos para a Torrinha, a caverna mais completa da América do Sul. Essa caverna foi descoberta pelo bisavô do Sr. Eduardo, hoje zelador da caverna. O Capitão José do Fulô, como era chamado, descobriu os primeiros 600 m da caverna em 1850. Em 1992 uma francesa descobriu uma fenda na caverna que dava acesso a outros salões. Hoje a caverna tem 14 km no total mas ainda há muito a ser descoberto.

A visita à caverna é guiada e o roteiro de aproximadamente 4 km (ida e volta) é feito em duas horas e meia. Você pode se perguntar qual é a graça de passar esse tempo todo dentro de uma caverna. Mais uma vez as fotos não conseguem traduzir as sensações. Só fazendo o passeio é possível saber o quanto é especial!

A Torrinha tem formações rochosas raras, além das tradicionais estalactites e estalagmites. Possui quatro salões – o Salão Branco tem 100 m x 200 m de área. Os maiores vãos são de 20 m de altura e os menores são de apenas 80 cm. Em alguns trechos é preciso passar agachado, mas todo o esforço vale a pena.

Foto do teto da caverna onde o movimento da água formou a imagem de um rosto. Dizem que parece Jesus Cristo ou Bob Marley.

Num determinado momento os guias apagaram os lampiões para “vermos” o breu total da caverna. Impressionante.
O roteiro 2 e 3 (que foram os que fizemos) custou R$ 18,00 por pessoa (preço de agosto/09). O roteiro 1 é o que leva aos 600 m iniciais da caverna, mas esse roteiro está suspenso por um tempo.
Amanhã tem mais! Apesar das nossas férias estarem caminhando para o fim tenho a sensação de que aqui na Chapada começamos uma outra viagem.