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Numa manhã ensolarada resolvi cuidar das minhas plantas. Eu tinha comprado um envelope com sementes e decidi plantá-las naquele dia. Li as instruções, preparei a terra, os vasos e abri o envelope. Eu sou leiga no assunto, reconheço. Já havia plantado uma árvore e transplantado algumas mudas, mas exceto pelo grão de feijão que plantamos na escola, nunca plantei uma semente.

Quando abri o envelope fiquei maravilhada com o tamanho das sementes – minúsculas, do tamanho de um cisco. Olhei de novo para o envelope que apresentava uma foto linda da flor já em idade adulta e pensei “não é possível que esse cisco se transforme nessa flor”!

Aquilo me fez pensar muito sobre o assunto. Tudo, por maior que seja, começa pequeno. Uma grande amizade começa com um “oi”. Um grande amor começa com um olhar. Um milhão de dinheiros começam com alguns centavos. Um livro de muitas páginas começa com algumas palavras. Uma pessoa começa com um embrião. Uma planta começa com uma semente.

“O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo. Embora seja a menor dentre todas as sementes, quando cresce torna-se a maior das hortaliças e se transforma numa árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos” (Mateus 13.31-32).

A promessa no envelope era de que a semente germinaria em 10 dias. Enquanto isso eu teria que me contentar em olhar para os vasos cheios de terra e torcer para que desse tudo certo (além de regar todos os dias, claro). Não sei você, mas eu sou uma pessoa um pouco ansiosa. Facilmente ficaria tentada a remexer a terra para ver se a semente estava mesmo germinando. Isso seria inútil, é claro. Como disse Paulo: um planta, outro colhe, mas é Deus quem dá o crescimento (1Coríntios 3.6-7).

Mateus também falou algo interessante sobre sementes. “O Reino de Deus é semelhante a um homem que lança a semente sobre a terra. Noite e dia, estando ele dormindo ou acordado, a semente germina e cresce, embora ele não saiba como. A terra por si própria produz o grão: primeiro o talo, depois a espiga e, então, o grão cheio na espiga. Logo que o grão fica maduro, o homem lhe passa a foice, porque chegou a colheita” (Marcos 4.26-29).

Veja que interessante este texto. O Reino de Deus começa pequeno dentro de nós, como uma semente. Se ela cair em boa terra, germina e cresce ao seu tempo. Esse crescimento pode até parecer invisível no começo, mas logo o talo da planta aparece, depois a espiga e depois os grãos. Você começa a dar frutos e continua crescendo no conhecimento e na sabedoria de Deus, até que quando já está “maduro”, é “colhido”.

“Aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1.6). Uma grande obra começa com um tijolo.
O que você tem semeado por aí? Estamos sempre semeando palavras e atitudes em nossas vidas e na vida de outros, sejam sementes boas ou ruins. Por isso fomos alertados: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.” (Gálatas 6.7).

Faça a sua parte: semeie o bem. Deus dará o crescimento.