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Num dia de sol escaldante, em uma estrada de terra, havia um viajante andando a pé para o seu destino. Ele carregava uma trouxa de tecido enorme com todos os seus pertences dentro. Imagine uma trouxa de tecido grande e pesada. Multiplique o peso e o tamanho por dois e você saberá o tamanho da carga que aquele viajante estava carregando. O peso fazia-o curvar em direção ao chão e ele já não podia mais andar com facilidade. 
Ao passar pelo homem, um dos carroceiros parou. Ele olhou para o viajante e se compadeceu, resolveu dar-lhe uma carona, afinal estava indo para a mesma direção.
– Suba aqui! – disse o carroceiro. Com muito esforço o viajante subiu, sentou-se ao lado do motorista e juntos seguiram viagem.
Depois de algumas horas o motorista olhou para o homem ao seu lado e viu que a expressão em seu rosto continuava cansada. Ele ficou surpreso ao ver que o viajante, mesmo sentado na carroça, continuava com a trouxa de tecido pesada sobre seus ombros.
– Por que é que você ainda está carregando todo esse peso? – disse o carroceiro – Eu já lhe dei o alívio que você precisava!

Com o passar dos anos a vida coloca sobre os nossos ombros uma carga pesada. No início não sentimos o peso, tiramos de letra todas as situações que vêm pela frente. Mas aí chegam as dificuldades, os conflitos pessoais (internos ou externos), os problemas no trabalho, na família, financeiros e de saúde. Quem não tem problemas que seja arrebatado nesse exato momento! Caminhamos pela vida de olhos baixos, muitas vezes prostrados, completamente cansados. De vez em quando nos lembramos das palavras de Jesus:

“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11.28-30).

Dizemos “amém” e pegamos uma carona com o carroceiro. Continuamos a jornada sem porém aliviar o peso das nossas costas. Por quê?

“Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim”. “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (João 14.1,27).

Quanta paz o Filho de Deus tem? Nenhum livro, nenhuma filosofia, nenhuma música que você cante pode te dar a paz que Jesus dá. O mundo oferece paz temporária. “Com um pouquinho mais de dinheiro você terá paz”. “Se você comprar esse carro ou aquela casa você terá paz”. “Se você mudar de emprego terá paz”. “Sabedoria em 10 passos – esse é o livro que você precisa para ter paz”. Tsc tsc. O mundo te dá paz e no outro instante a toma de volta. O que vem de Deus porém é completo e eterno. “A minha paz lhes dou”. Jesus promete e cumpre, mas parece que nós sempre damos um jeitinho de continuar com o fardo nas costas.
Em Jeremias 2.13 diz assim: “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água.”

Que idéia burra! Você cavaria um poço para achar água se tivesse acesso à fonte de água viva? Por que resistimos aos cuidados de Deus? Ajuste sua mente hoje, creia em Deus, confie nele e escolha o que é eterno.

Aline Cândido