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Leia Lucas 22.7-38

A situação era comum. A Páscoa era comemorada pelos judeus desde dos tempos de Moisés. E os discípulos provavelmente já tinham comemorado a Páscoa com Jesus nos dois anos anteriores. Era mais um dia, mais uma Páscoa na vida daqueles homens.

Quando entramos na rotina e colocamos tudo no “automático”, deixamos de reparar nas pequenas coisas, nos detalhes, perdemos informações que não estão tão à mostra para nós.

Jesus revelou coisas muito importantes naquela Páscoa, mas os discípulos não assimilaram.
Enquanto Jesus partia o pão e dizia “Esse é o meu corpo que será partido por vocês”, Tomé na outra ponta da mesa gritava “Pedro, passa o ketchup!” (rs).

Foi ali, naquela mesa, naquela Páscoa “comum”, que Jesus revelou entre outras coisas que:

  • Seria a última Páscoa que Ele comeria com os discípulos antes de sofrer (v. 15). Depois daquela somente no Reino de Deus;
  • Que o sangue dEle seria derramado e o corpo dEle partido por nós (v. 19-20);
  • Que um dos discípulos era o traidor (v. 21).

Grandes revelações, não é mesmo? Mas sabe qual era o assunto entre os discípulos? Quem deles era o maior. Claro, porque afinal de contas, se Jesus ia deixá-los, alguém deveria assumir o comando (!).

Será que estamos, assim como os discípulos, com ouvidos tapados para o que Jesus está dizendo?
Estamos ocupados demais com coisas menores da nossa natureza humana?

A ficha deles só caiu quando o próprio Jesus já ressurreto apareceu a eles.
Ele lhes disse: “Como vocês custam a entender e como demoram a crer em tudo o que os profetas falaram! Não devia o Cristo sofrer estas coisas, para entrar na sua glória? E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras.” Lucas 24.25-27

É Páscoa! Jesus já morreu e ressuscitou por nós. Será que vamos ouvi-lo apenas no dia em que Ele voltar?

“Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao céu, voltará da mesma foram como o viram subir” (Atos 1.11).

Maranata!

Aline Cândido