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Fazia muito tempo que Horace Walpole não sorria. Tempo demais. A vida para ele tornara-se tão insípida quanto o clima na velha e monótona Inglaterra. Então, num dia triste de inverno, em 1754, enquanto lia um conto de fadas persa, o sorriso dele voltou. Escreveu logo depois a um amigo de longa data, contando-lhe a “estimulante abordagem da vida” que descobrira.

A história antiga falava de três príncipes da ilha de Ceilão que saíram à procura de grandes tesouros. Eles nunca encontraram o que buscavam, mas no caminho foram sendo continuamente surpreendidos por encantos que não haviam imaginado.
O nome original de Ceilão era Serendip, o que explica o título dessa história – “Os três príncipes de Serendip”. A partir disso, Walpole cunhou a interessante palavra “serendipidade”. Ela ocorre quando algo belo invade aquilo que é monótono e mundano. Uma vida serendipitosa é marcada por surpresas e espontaneidade. Quando perdemos nossa capacidade para qualquer delas, nos acomodamos na rotina da vida.

Embora eu venha andando com Deus há várias décadas, devo confessar que ainda encontro nele muitas coisas incompreensíveis e misteriosas. Isto, porém, eu sei: ele se agrada em surpreender-nos.
As palavras de Isaías me fazem sorrir a cada vez que as leio, porque vi sua verdade acontecer incontáveis vezes. Deus continua firme nesta promessa:
“Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo.” Isaías 43.19

Sua situação pode ser tão aflitiva e árida quanto um deserto ou tão infeliz e insignificante quanto um lugar ermo. Quando alguém sugere que as coisas poderiam mudar, você pode ser tentado a dizer: “Não há saída” Tudo o que peço é que você leia esse versículo mais uma vez e fique à espera. Deus pode muito bem estar planejando uma “serendipitice” em sua vida.

Deus, há séculos, vem fazendo “uma coisa nova” nos desertos monótonos e nos lugares sombrios.

Fonte: Livro Dia a dia com Charles Swindoll