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“Uma grande multidão ia acompanhando Jesus; este, voltando-se para ela, disse: ‘Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo” Lucas 14.25-27

“Então Jesus disse aos seus discípulos: ‘Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará” Mateus 16.24-25

Uma vez ouvi um homem dizer: coloque tudo o que você ama dentro de uma caixa… imagino que vá ser uma caixa bem grande. Coloque nela seus filhos, seu cônjuge, todo pouco (ou muito) dinheiro que você tem, seu carro, aquela roupa que te deixa poderoso(a), seus amigos (os verdadeiros), seu animal de estimação… coloque tudo que você ama!
Agora imagine que vai ter que se desfazer de alguns itens. O que vai primeiro? Um a um, entregue todos. O que dói mais? Abrir mão do seu dinheiro ou entregar os seus filhos? Entregue tudo, até que na caixa reste apenas um item. Olhe para este item que sobrou, o último da caixa. Isso é o seu deus. 

Talvez você diga que a família será a última a permanecer na caixa, mas tem muita gente que trocou a família por uma paixão. Outros ainda, perderam suas famílias pois amaram mais o dinheiro. O que ficou por último é o que você mais valoriza, esse é o seu deus.

Jesus disse que se alguém ama mais outras pessoas (ou até sua própria vida) mais do que o ama, não pode ser seu discípulo. Para o cristão a entrega deve ser total, é tudo ou nada. Jesus deve ser aquele que permanece na nossa “caixa”.

Ninguém é obrigado a segui-lo, mas se decidirmos pelo “sim”, Ele nos adverte: é necessário carregar a nossa cruz. Mas afinal, o que significa isso?

Há muitas interpretações, mas a que fez mais sentido para mim, foi a que ouvi recentemente do mesmo homem que falou sobre a caixa. “Carregar sua cruz” é caminhar para a morte. Se alguém quiser ser discípulo de Jesus, deve morrer, deve deixar-se crucificar, deve abrir mão de si mesmo até que “morram” seus desejos, suas vontades, seu controle sobre tudo. Dizer NÃO para si próprio e dizer SIM para Deus.

Adão é o homem que disse SIM para si mesmo e NÃO para Deus.
Jesus é o homem que disse NÃO para si mesmo e SIM para Deus. Devemos imitá-lo.

Assim como Jesus, atravessaremos a morte e sairemos vivos, completamente transformados no poder e na graça de Deus. Não seremos transformados por um milagre, uma mágica, algo que acontece instantaneamente, sem dor, mas sim no dia-a-dia. Assim como diz Filipenses 1.6: “aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus”.

O escritor Dallas Willard, autor do livro Conspiração Divina, disse que o propósito de Deus com tudo que acontece nas nossas vidas, é desenvolver caráter em pessoas em que ele possa confiar o seu poder. Quando abrimos mão de nossas vontades para seguir a vontade de Deus, ele está desenvolvendo em nós o seu caráter.

Não é fácil carregar a cruz, fazer morrer o Adão que mora em nós. O próprio Jesus gostaria de ter sido poupado da cruz, mas se entregou. “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” Mateus 26.39

Pai Nosso que estás no céu… venha a nós o teu reino, venha reinar TOTALMENTE sobre nós.

Aline Cândido


Fontes:
Livro Talmidim, “Cálculo” (pág. 225)
Talmidim 2014 #48 “Decisão” – https://www.youtube.com/watch?v=Fxp09xFNGos
Entrevista Dallas Willard: https://www.youtube.com/watch?v=iBjxCsrS_L4